[1º FELA DAY RS] Fela Kuti, o afrobeat e sua influência no século XXI

Nesta sexta-feira, 21 de outubro, no Bar Opinião, ocorre o 1º FELA DAY RS na Noite VooDoo com show da ABAYOMY AFROBEAT ORQUESTRA. Pela primeira vez Porto Alegre celebra o evento mundial de homenagem a vida e obra de Fela Kuti, músico e ativista político nigeriano, criador do afrobeat, morto em 1997. Confere o video feito pela Catraca Filmes pra divulgação dessa noite histórica.

Fela Kuti usou sua música como arma pra combater os abusos de poder da ditadura nigeriana. Suas letras provocativas, cuspidas com gana, e seu som vibrante e totalmente envolvente se proliferaram e, podemos dizer, viajaram no espaço e no tempo. Hoje, no século XXI, o afrobeat está mais vivo do que nunca, a exemplo do próprio Fela.

Fela

A cada ano, mais e mais lugares celebram o FELA DAY, data criada pra relembrar seu aniversário, em 15 de outubro. Assim o afrobeat vai se espalhando pelo mundo e influenciando cultura e produção musical. Ilustrando isso, reunimos duas matérias veiculadas recentemente: uma exaltando Fela Kuti e sua data; outra falando sobre o afrobeat como referência para diversas novas bandas no mundo.

A Piauí, no próprio dia 15 de outubro, publicou um breve e bom texto sobre Fela Kuti, sugerindo a sensação de que ele “segue vivo”. Biografia, musical na broadway, seus filhos, seus ideais políticos, o afrobeat e bandas atuais. Destaca ainda o documentário “Music is the weapon” e outros videos do músico. Vê a matéria completa aqui.

Abayomy

O Globo fez uma bela matéria sobre o legado de Fela Kuti, iniciando com o recente e premiado musical “Fela!”, produzido por Will Smith e Jay-Z. Depois ainda realça como a África está em alta (culturalmente falando) nos Estados Unidos e na Europa, e como o ritmo de Fela influencia a produção musical contemporânea, citando diversas bandas do chamado Afrobeat Revival, como Antibalas, Budos Band e a própria Abayomy Afrobeat Orquestra, do RJ, atração do nosso 1º FELA DAY RS. Confere a matéria na íntegra.

Na última década já surgiram diversas bandas no velho mundo e na terra do Tio Sam. Agora, no Brasil, o movimento está tomando corpo. Além da Abayomy, primeira do gênero no país, temos a Bexiga 70 de São Paulo, por exemplo, e músicos navegando pelo estilo, como o nosso parceiro Tonho Crocco e sua banda Partenon70 (o Fela Kuti e Africa70 dos pampas!).

Vem com a gente nessa Noite VooDoo com a ABAYOMY pro 1º FELA DAY RS, celebração histórica pra capital gaúcha!

 

Rende-te ou muda-te! Os ritmos africanos invadindo as pistas.

Muito vem se falando da África nos últimos 4 anos. Pudera: pela primeira vez o continente abrigará uma Copa do Mundo. E, como nunca, terá todos os olhares voltados para seus domínios, sua rica cultura, seus encantos naturais e também seus problemas estruturais.

Makula é uma festa 100% África, no Rio

É nesse embalo que o irresistível ritmo da música negra está retomando o espaço perdido nas últimas décadas. No Brasil, diversas festas surgem nas principais cidades, e o suingue africano ganha espaço e importância. “Renda-se ou então mude-se para outro planeta” é a introdução de matéria d’O Globo sobre a “invasão” da música africana e suas releituras. Citando Dj’s, festas e casas noturnas que apostaram nela com sucesso na Europa e nos Estados Unidos, o artigo de Marcella Sobral traz informações sobre a produção contemporânea e a receptividade da música africana junto ao público no cenário atual. “Ver como as pessoas reagem a esse tipo de música e dançam é o grande barato”, lança um DJ carioca. E é a dança a grande magia contida nessa atmosfera muito particular. Que não escolhe adeptos. Nem é escolhida por alguém. Basta estar a seu alcance, e todos estão dentro desse transe. Um transe total, sem pudores. Confira na íntegra: http://bit.ly/9fmTH2.

Na tradicional festa "Soul, Baby, Soul", que completou 4 anos no Rio, o famoso PC Capoeira comanda a pista, onde todos se acabam dançando

A matéria, publicada em 14/03, parecia prever a estreia em Porto Alegre da VooDoo, disposta a romper barreiras e fazer uma proposta à cidade. A proposta de um ritual com afrobeat pra tomar conta do corpo, muito soul pra alma, jazz ao redor do esqueleto, R&B pela cabeça e funk até o caroço. De levar todos pra pista até a madrugada de segunda, uma vez por mês, conscientes de que estão sendo tomados por um ritual sem volta e, mesmo assim, de entrega incondicional.

Entrega ao delírio dos inconfundíveis grooves que tanta falta faziam aos corpos ansiosos pra dançar. Pra dançar sem pudores. Sem limites. Sem vergonha. E com muita safadeza.

A gente já sabia.

Dia 11 de abril te entrega novamente às batidas vibrantes e safadas.

Não precisa fazer muita força. Só vem. E entra no transe da VooDoo.

Ou te muda de planeta.

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